Landsberg am Lech: cidade linda da Rota Romântica, perto de Munique

Landsberg am Lech é uma cidade linda de viver, que fica a 67 m de Munique e a apenas 35 km de Augsburg, no estado da Baviera. Ela tem apenas 11.500 habitantes, faz parte da famosa Rota Romântica da Alemanha e encanta a todos os que passam por lá com suas ruazinhas estreitas e sinuosas, arquitetura medieval conservada e uma linda represa, que é o cartão-postal da cidade.

A cidade é banhada por um afluente do rio Danúbio, o rio Lech, que é também uma de suas principais atrações. É por isso ela que se chama “Landsberg am Lech” para indicar sua localização junto ao rio de águas geladas e cristalinas, que tem origem na Áustria e termina em Füssen, próximo ao famoso Castelo Neuschwanstein.

O centro histórico de Landsberg am Lech às margens do rio Lech

Apesar de a região ser habitada desde 3500 a. C. e de ter sido parte da importante rota de comércio romana (Via Claudia Augusta), a primeira citação de Landsberg am Lech enquanto cidade data de 1291.

Arquitetura e romantismo nas ruas de Landsberg am Lech
Arquitetura e romantismo nas ruas de Landsberg am Lech

Durante a Segunda Guerra Mundial, Landsberg am Lech foi atingida, por acidente, por uma única bomba. Por isso, grande parte da cidade é preservada, mantendo boa parte da sua arquitetura original.

Landsberg am Lech vista do alto
Landsberg am Lech vista do alto

Landsberg am Lech: o que fazer

É possível conhecer o principal de Landsberg am Lech na metade de um dia. O ideal é explorar a cidade a pé, sem pressa.

Uma ótima opção de bate-volta a partir de Munique
A pouco mais de uma hora de trem da capital bávara, Landsberg am Lech é uma excelente opção de bate-volta de Munique. Consulte-nos para saber mais sobre o passeio com guia brasileira a essa cidadezinha de sonhos!
  1. Ponte sobre o rio Lech

    A ponte “Karolinenbrücke” dá um panorama incrível do centro histórico, seus prédios harmoniosamente coloridos e da represa, que data do século XIV. Geralmente é um dos primeiros locais que os turistas visitam na cidade.

    Ponte Karolinenbrücke
    Ponte Karolinenbrücke

    Um programa bacana para os meses quentes é sentar-se em um dos restaurantes e bares que ficam à margem do rio. Aliás, ali fica também uma ótima sorveteria, que sempre é bem disputada.

    Movimento à margem do lindíssimo rio Lech
    Movimento à margem do lindíssimo rio Lech
  2. A torre Mutterturm: “Torre da Rapunzel”

    A Mutterturm (“Torre da Mãe”) foi erguida às margens do rio Lech por um artista chamado Hubert von Herkomer. Construída entre 1884 e 1888, a torre de pedra serve como um memorial à sua família e uma homenagem à sua querida mãe. Ela tem 4 andares e suas janelas foram pensadas para funcionarem como molduras, cujo motivo principal são, obviamente as vistas sobre a cidade.

    A Mutterturm, também conhecida como a "Torre da Rapunzel"
    A Mutterturm, também conhecida como a “Torre da Rapunzel”
    Muitos turistas notam a semelhança da Mutterturm com a Torre da Rapunzel, apresentada na história imortalizada pelos irmãos Grimm. Por isso, a torre também é popularmente chamada de “A Torre da Rapunzel”.

    Além da torre, existem no local um museu sobre a vida e obra de Hubert von Herkomer e também um café, que fica cercado por uma linda e tranquila área verde.

    Arredores da Mutterturm, em Landsberg am Lech
    Arredores da Mutterturm, em Landsberg am Lech
  3. A praça principal de Landsberg am Lech

    Ao redor da praça principal, você verá o belíssimo prédio da Antiga Prefeitura, a fonte de Maria e também a torre Schmalzturm, que era parte da antiga fortificação da cidade. Nesta região ficam também cafés, restaurantes e lojinhas variadas, além de igrejas magníficas, que valem a visita.

    Praça principal de Landsberg am Lech com a Schmalzturm, fachada da Antiga Prefeitura e fonte de Maria
    Praça principal de Landsberg am Lech com a Schmalzturm, fachada da Antiga Prefeitura e fonte de Maria

    Quem estiver disposto a subir por uma das colinas de Landsberg, chegará ao lindo portal Bayerstor e poderá visitar a Igreja , além de ver uma parte da muralha que cercava a cidade há alguns séculos.

    Igreja da Cruz Sagrada, Igreja do Convento da Ordem de Santa Úrsula e Igreja de Ascenção de Maria: todas belíssimas
    Igreja da Cruz Sagrada, Igreja do Convento da Ordem de Santa Úrsula e Igreja de Ascenção de Maria: todas belíssimas

Prisão de Hitler em Landsberg am Lech

Além de ser conhecida por suas belezas arquitetônicas e naturais, Landsberg am Lech teve sua história marcada pelo nazismo.

Aqui Hitler ficou preso após a tentativa de golpe em Munique, em 1923.
Aqui Hitler ficou preso após a tentativa de golpe em Munique, em 1923.
Foi em uma prisão na cidade que Adolph Hitler esteve por cerca de 9 meses após a tentativa frustrada de golpe em Munique em 1923 . Foi lá, na cela nº 7, que ele ditou ao seu secretário, Rudolph Hess, o primeiro volume do “Mein Kampf” (“Minha Luta”), contendo a ideologia e grande parte do programa de governo que seriam colocados em prática a partir de sua ascensão, em 1933 – inclusive o destaque obsessivo à questão racial.

A prisão existe até hoje, mas obviamente não pode ser evitada, já que, na Alemanha, não há qualquer incentivo ao culto ao nazismo – muito pelo contrário. No nosso tour por Landsberg am Lech, passamos por esta prisão, que fica um pouco afastada do centro histórico.

Campo de Concentração próximo à Landsberg am Lech

Na época do nazismo, Landsberg am Lech foi um local de peregrinação dos simpatizantes da ideologia nazista. Era um local muito importante para os movimentos jovens (Juventude Hitlerista) e havia, inclusive, planos para que lá fossem construídos grandiosas instalações para desfiles militares nazistas – o que não chegou a se concretizar.

Próximo à Landsberg, em Kaufering, foi construído, a partir de 1944, um complexo formado por 11 campos de concentração, que orbitavam em torno do Campo de Concentração de Dachau, próximo a Munique.

Os prisioneiros desses campos trabalhavam majoritariamente na construção de fábricas subterrâneas de aviões e armamentos, verdadeiros bunkers de concreto. A região foi escolhida para tais fábricas por sua estrutura geológica favorável a escavações.

Nestes campos, os prisioneiros (a maioria judeus) viviam em condições piores que os demais campos, tanto que eles eram chamados de “crematórios frios”. A fome, a disseminação de doenças e condições desumanas eram constantes. Os presos dormiam em cabanas improvisadas, parcialmente enterradas, cobertas por argila para se protegerem do frio. Ali morreram cerca de 6.500 pessoas.

O complexo de campos foi libertado em 27 de abril de 1945 pelo exército norte-americano e imediatamente liberado para a visita da imprensa. Os moradores da região foram, na época, obrigados pelos americanos a enterrar em valas comuns cerca de 500 corpos encontrados no local. Inclusive, dizem que duas meninas que riram da situação receberam como pena enterrar corpos sem luvas.

A libertação do campo de concentração foi imortalizada na série “Bands of Brothers” (“Irmãos de Armas”), no episódio 9, cujo título é “Por Isso Nós Lutamos” (“Why We Fight”)

Hoje o complexo é um memorial às vítimas, pode ser visitado durante uma passagem por Landsberg am Lech. Mas é importante saber que ele não tem horários fixos de abertura. O melhor a se fazer é entrar em contato por email para se informar sobre a possibilidade de uma visita.

Sobre Márcia Oliveira 116 Artigos
Márcia Oliveira é uma carioca completamente apaixonada por viagens. Atualmente mora em Munique, na Alemanha, onde trabalha como guia de turismo para brasileiros. É formada em jornalismo, tem paixão por fotografia e tecnologia. Ama a família e os animais. Aprecia as coisas simples da vida. E adora escrever no blog e receber mensagens dos leitores!

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